Para Skaði (2016)

 

Giganta, esposa de Njord, incluída, posteriormente à sua união com o deus, entre os Aesir. No Skaldskaparmal, Snorri nos conta que após a morte de seu pai – o gigante Thjazi – pelas mãos dos deuses, Skaði vai a Asgard, armada para guerra, em busca de vingança por tal assassinato. Chegando à morada dos deuses, eles lhe oferecem um acordo de reparação, no qual ela poderia escolher um dos deuses como esposo, mas deveria fazer tal escolha baseada somente nos pés dos deuses, sem poder ver seus rostos. Skaði ainda exigiu que os deuses a fizessem rir, desacreditando que eles seriam capazes de tal feito. Ao escolher seu marido, ela pensa estar vendo os pés do deus Balder, filho de Odin, tido como o mais belo dos deuses e chega a dizer que “eu escolho esse: em Baldr nada pode ser repugnante”. Na realidade, Skaði estava vendo os pés de Njord e é ele quem a deusa toma como marido. Para a segunda parte do acordo, Loki amarra a extremidade de uma corda na barba de um bode e a outra ponta em sua genitália. Ambos puxam a corda com força, gemendo alto com a dor. Eventualmente Loki cai aos pés de Skaði e ela ri. Desse modo, os deuses se reconciliam com Skaði. Ainda para se reparar com Skaði, Odin atira os olhos de Thjazi aos céus fazendo deles duas estrelas.

 

— Flávio Guadagnucci Palamin, Dicionário de Mitologia Nórdica: Símbolos, Mitos e Ritos

 

Páll Jónsson, Para Skaði (Tríptico), 2016. Vídeos, 56’’; 52’’; 54’’. Edição: 3 + 2 P.A. cada.

 

Páll Jónsson, Para Skaði, Parte 2 – Objeto, 2016. Objeto, 45 x 45 cm. Edição: 1

 

HISTÓRICO

[2017] ROÇAdeira: Encontros Performáticos em Lugares Improváveis, Sessão #3 re_Quebra. Oficina Cultural Geppetto, Goiânia, GO, Brasil.

[2017] Exposição coletiva Trânsitos Feministas. 19ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra, Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal.

[2016] IV Video Raymi 2016. Curadoria de Andrés Cuartas, Ángel García Roldan, Jorge Luis Chamorro e Marco Valdivia. Casa de la Cultura Cusco, Cusco, Peru.

[2016] Exposição coletiva A Ilha. Curadoria de Susana Rodrigues. Sput&Nik the window, Porto, Portugal.

 

A série Para Skaði (2016), de Páll Jónsson, na exposição coletiva A Ilha. Sput&Nik the window, Porto, Portugal, 2016. Fotografia de Tales Frey