{"id":1191,"date":"2015-09-08T00:34:32","date_gmt":"2015-09-08T03:34:32","guid":{"rendered":"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/?page_id=1191"},"modified":"2020-05-27T11:36:15","modified_gmt":"2020-05-27T14:36:15","slug":"texto-11","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/en\/tales-frey\/textos-entrevistas\/texto-11\/","title":{"rendered":"&#8221;O Dobro-Nada de &#8216;Reciprocidade Desalmada'&#8221;, por Andr\u00e9 Luiz Rodrigues Bezerra e Chrystine Silva"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>Este texto de Andr\u00e9 Bezerra e Chrystine Silva foi publicado em: <\/em>eRevista Performatus<em> (Inhumas, Ano 1, n. 6, setembro de 2013, ISSN 2316-8102).<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>Existem momentos na vida em que a quest\u00e3o\u00a0<\/em><em>de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa,\u00a0<\/em><em>e perceber diferentemente do que se v\u00ea,\u00a0<\/em><em>\u00e9 indispens\u00e1vel para continuar a olhar ou a refletir.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #000000;\">Michel Foucault (1984: 13)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Ver a si mesmo, a uma parte de si mesmo, ao contr\u00e1rio de si mesmo, ver-se inexatamente igual ao que o outro v\u00ea, ver-se de novo e de novo, fitar-se sem desvio do que se v\u00ea, mas desviando o que se v\u00ea. Esse \u00e9 o jogo contido em <em>Reciprocidade Desalmada<\/em> (2010), da Cia. Excessos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Neste ensaio, nos proporemos a um jogo caleidosc\u00f3pico de alguns conceitos que beijam a imagem dessa performance, acariciando outras possibilidades de leitura do corpo, da subjetividade e da singularidade dessa imagem que reflete a superf\u00edcie do espelho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Especular: observar, indagar, inferir. Espelho, espelho meu, existe algum eu? Atrav\u00e9s do espelho e o que se encontra por l\u00e1, um caleidosc\u00f3pico e fragmentado eu. Presente de colonizador para colonizado. Mr. Hyde e Dr. Jekyll num laborat\u00f3rio sem espelhos. O <em>Contranarciso<\/em> de Leminski, sem enxergar a si mesmo, mas tantos e tantos outros. Miragem de si e si mesmo, duplo e virtual, as narrativas e acionamentos do espelho na literatura e nas demais artes, como na pintura, em <em>As Meninas<\/em>, de Diego Vel\u00e1squez, por exemplo, parecem ser um espa\u00e7o de questionamento e fascina\u00e7\u00e3o sobre a pr\u00f3pria natureza do corpo, da vis\u00e3o e da realidade.A superf\u00edcie polida e refletora do espelho \u00e9 zona de fronteira na performance <em>Reciprocidade Desalmada<\/em>, da Cia. Excessos, uma fronteira \u00e0 beira da qual o pr\u00f3prio corpo se coloca para desencontrar-se de si mesmo. Nessa a\u00e7\u00e3o, realizada na cidade do Porto (Portugal), cinco performers se colocaram no espa\u00e7o p\u00fablico defronte de espelhos fixados na parede e puseram-se a beijar o pr\u00f3prio reflexo pelo per\u00edodo de uma hora. As mulheres (Berenice Isabel, Joana Lleys, Lizi Menezes e Paula Guedes) vestidas com roupas socialmente reconhecidas como trajes masculinos, e o \u00fanico homem nessa a\u00e7\u00e3o (Tales Frey) usando um vestido de noiva, paramentado com v\u00e9u, colar e sapatos de salto alto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Reconfigurar a imagem do pr\u00f3prio corpo atrav\u00e9s desse objeto refletor, objeto que nos d\u00e1 a dimens\u00e3o de quem somos e nos institui como sujeitos na percep\u00e7\u00e3o de nossa individualidade na psican\u00e1lise lacaniana. Esses corpos, aparentemente \u201cinvertidos\u201d no modo de trajar, discutem outro olhar sobre a individualidade, tornando-a uma <em>dividualidade<\/em>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Conceito proposto por Maria Beatriz de Medeiros (2008) e pelo Grupo de Pesquisa Corpos Inform\u00e1ticos, o <em>div\u00edduo<\/em> configura-se pelo grau de subjetividade n\u00e3o orientado a partir de um isolamento da unidade que caracteriza o indiv\u00edduo, mas uma subjetividade aberta e processual, em performance, que se divide, se parte, se fragmenta, por estar o corpo do indiv\u00edduo aberto ao encontro, n\u00e3o somente com outro corpo, mas com outros espa\u00e7os, outros objetos, outros comportamentos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>Div\u00edduos<\/em>, os performers da Cia. Excessos no espa\u00e7o da rua a beijarem seu reflexo apresentam outros espa\u00e7os indiciais de compreens\u00e3o daquela subjetividade que acaricia a sua pr\u00f3pria imagem, enquanto a decomp\u00f5e e fragmenta em distintas possibilidades de sentido e leitura. Da mesma maneira como os performers jogam com os elementos de composi\u00e7\u00e3o de suas imagens, (trans)vestindo a escolha de roupas que abrem outra possibilidade de leitura do corpo de cada um deles, a a\u00e7\u00e3o de <em>Reciprocidade Desalmada<\/em> questiona a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o de conceitua\u00e7\u00e3o ou de classifica\u00e7\u00e3o do corpo, e faz isso criando entradas e buracos na imagem da superf\u00edcie que o espelho plano projeta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Ao acionarem essa opera\u00e7\u00e3o, se aproximam da proposta de Gianluca Cuozzo (2007), ao refletir sobre a literatura de Paul Auster. Cuozzo afirma: \u201cToda defini\u00e7\u00e3o, por assim dizer, \u00e9 o <em>dobro <\/em>(lingu\u00edstico, escritural) da coisa, n\u00e3o obstante tamb\u00e9m o seu <em>nada<\/em>; o nome, com efeito, duplica a coisa (de fato \u2018vanificando-a\u2019) como um espelho, sem poder nunca captar o sentido\u201d (CUOZZO, 2007: 5).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Assim, ao pensarmos na imagem e no corpo dos sujeitos (mulheres e homem) envolvidos nessa performance, entramos num espa\u00e7o de divis\u00e3o tamb\u00e9m verificado no pr\u00f3prio discurso de g\u00eanero que projetaram, questionando as defini\u00e7\u00f5es socialmente aplicadas \u00e0 leitura dos seus corpos por meio de suas apar\u00eancias e implicando a incapacidade dela de captura da ambi\u00eancia m\u00faltipla presente no desejo e na subjetividade desses corpos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Ao mesmo tempo, a performance brincou com a ideia da defini\u00e7\u00e3o como dobro, isto \u00e9, infere, pelos modos como esses corpos se vestem e se mostram em sua superf\u00edcie, a presen\u00e7a m\u00faltipla da autoimagem, do trajar, que \u00e9 a emerg\u00eancia de um desejo manifesto e exposto na pr\u00f3pria pele.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Nesse sentido, <em>Reciprocidade Desalmada<\/em> nos sugere, de fato, uma rebeli\u00e3o dos corpos, dos objetos, das coisas contra suas pr\u00f3prias imagens, parafraseando Cuozzo, ou ainda contra as palavras vazias da escritura do desejo e da experi\u00eancia desses corpos que tentam, de alguma forma, comport\u00e1-los.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Assim, a performance projetou, com sua ocorr\u00eancia, uma fal\u00eancia m\u00edtica da procura narc\u00edsica do prazer na pr\u00f3pria imagem, tal qual se projeta sobre a superf\u00edcie refletora, pelos beijos que apontaram a procura dos corpos dos performers por uma outra imagem, para al\u00e9m do <em>dobro-nada<\/em> da imagem oferecida pelo espelho. A performance, como car\u00edcia, investigou o tra\u00e7ado de outras travessias da pr\u00f3pria imagem, desviando-a daquilo que \u00e9 dado de imediato pela luz refletida e procurando pot\u00eancias de outras formas de vida no corpo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Ao propor que o objeto mediador dessa rela\u00e7\u00e3o seja o pr\u00f3prio espelho, a a\u00e7\u00e3o da Cia. Excessos traz outras prospectivas tamb\u00e9m para aquele que observa e assiste \u00e0 a\u00e7\u00e3o, enfatizando a no\u00e7\u00e3o de que, ao olharmos a realidade, estamos olhando a n\u00f3s mesmos, ou seja, nosso modo de olhar os objetos, corpos, ambi\u00eancias do mundo \u00e9 nosso porque imprime aquilo que somos, vivemos e experienciamos na superf\u00edcie e nos contornos do que vemos. Ao vermos o mundo, vemos a n\u00f3s mesmos vendo o mundo; ao vermos o corpo do outro, o contaminamos com o nosso pr\u00f3prio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Essa possibilidade de leitura presente em <em>Reciprocidade Desalmada<\/em> parece nos trazer tamb\u00e9m a pot\u00eancia de um pavor do escritor argentino Jorge Lu\u00eds Borges, que temia os espelhos por consider\u00e1-los uma amea\u00e7a \u00e0 realidade e \u00e0quilo que se sabe de si. Longe de ser um temor que denota valor positivo a uma realidade fixa e dada, o pavor de Borges se anuncia diante do estar perdido de si, como individualidade, e simultaneamente \u00e0 beira de um eu dividido, desviado na dire\u00e7\u00e3o de uma desconhecida subjetividade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O temor ao qual nos referimos \u00e9 aquele do estar \u00e0 beira do abismo, o abismo de todas as possibilidades do que podemos vir a ser. Esse temor de diverg\u00eancia da realidade tal qual \u00e9 na dire\u00e7\u00e3o de outros pontos, zonas de muta\u00e7\u00e3o em permanente movimento, \u00e9, ao mesmo tempo, o sintoma da pot\u00eancia de uma <em>trans<\/em>forma\u00e7\u00e3o que acontece e se faz presente na performance da Cia. Excessos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Tamb\u00e9m se pode afirmar em <em>Reciprocidade Desalmada<\/em> que a extens\u00e3o do tempo de encontro e car\u00edcia entre o corpo e a imagem abismal, que \u00e9 tudo o que se pode ser e tamb\u00e9m \u00e9 nada, que \u00e9 o eu e o outro, n\u00e3o \u00e9 a extens\u00e3o de uma \u00fanica mudan\u00e7a, mas de uma divis\u00e3o em cont\u00ednua progress\u00e3o; o <em>div\u00edduo<\/em> n\u00e3o cessa de se dividir e em cada encontro entre o eu-corpo e o eu-imagem cria um distinto fragmento, outro ponto de refer\u00eancia e de muta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do qual \u00e9 poss\u00edvel ler aquele corpo. O corpo no curso de uma hora de performance n\u00e3o permanece o mesmo, e sua a\u00e7\u00e3o imprime outra presen\u00e7a <em>trans<\/em>formada sobre a imagem que devolve o espelho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Essa realidade do espelho t\u00e3o presente em nosso mundo na contemporaneidade, nas vitrines de lojas, nos <em>shoppings<\/em>, inclusive nos aparelhos eletr\u00f4nicos, como celulares e <em>tablets<\/em> (os chamados <em>blackmirrors<\/em>), parece advir de um princ\u00edpio foucaultiano de constante vigil\u00e2ncia e afirma\u00e7\u00e3o do corpo no espa\u00e7o de consumo, n\u00e3o apenas do consumo de mercadorias, mas do consumo de si mesmo, de sua pr\u00f3pria imagem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A superf\u00edcie do espelho aparece nessa linha de pensamento como produto e produtora de uma vigil\u00e2ncia do sujeito com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem do seu corpo como ele v\u00ea em atrito com outra imagem afirmada segundo um paradigma de constru\u00e7\u00e3o da propaganda e m\u00eddias; uma imagem branca, magra, (hetero)sexualizada e sorridente (PHELAN, 1993).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Nesse ponto, n\u00e3o se trata daquilo que se v\u00ea, mas do que \u00e9 tido como virtualmente invis\u00edvel, naturalizado e entranhado, a a\u00e7\u00e3o que est\u00e1 contida no que vemos: o modo como nos vemos. Essa a\u00e7\u00e3o de performance, de encontrar em si uma brecha entre o que \u00e9 vis\u00edvel e naturalizado e aquilo que n\u00e3o se v\u00ea, \u00e9 mais uma das passagens encontradas em <em>Reciprocidade Desalmada<\/em>. Essa a\u00e7\u00e3o complexa se revolve na performance dos corpos, que defronte do espelho n\u00e3o investigam apenas aquilo que s\u00e3o, mas tamb\u00e9m o modo como optam por ver o que s\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Assim, na imagem caleidosc\u00f3pica (CUOZZO, 2007) \u2013 fragmentada, multiplicada, dividida \u2013 do performer diante do espelho, se confrontam a presen\u00e7a e imagem do corpo, o olhar como espa\u00e7o de proje\u00e7\u00e3o do eu, e as a\u00e7\u00f5es contidas nesse olhar que nos fazem ver o mundo como vemos, tudo isso no processo abismal de perder-se de si em dire\u00e7\u00e3o a um vir a ser.A rec\u00edproca do espelho n\u00e3o \u00e9 verdadeira, e a verdade num sentido filos\u00f3fico perde sua posi\u00e7\u00e3o como valor, como espa\u00e7o metaf\u00edsico de unicidade, transvalora-se num processo de cis\u00f5es e fragmenta\u00e7\u00f5es de um <em>div\u00edduo<\/em>. A rec\u00edproca do espelho, <em>dobro-nada<\/em> das leituras postas na superf\u00edcie do corpo dos performers, se desmonta e diverge de si mesma, se divide em v\u00e1rias realidades e linhas dessa presen\u00e7a inquieta e movente do corpo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><b>BIBLIOGRAFIA<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AQUINO, F.; MEDEIROS, M. B. \u201cParafern\u00e1lias: composi\u00e7\u00e3o urbana e uebarte iterativa\u201d. <strong>Revista Pol\u00eamica<\/strong>, v. 22, n. 1, 2008.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">CUOZZO, G. \u201c\u2018O dobro ou nada\u2019 \u2013 o mundo caleidosc\u00f3pico de Paul Auster\u201d. <strong>Cadernos do<\/strong> <strong>LINCC<\/strong>, v. 1, n. 1, 2007.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">FOUCAULT, M. <strong>Hist\u00f3ria da sexualidade II<\/strong><strong> \u2013 O uso dos prazeres<\/strong>. Rio de Janeiro: Edi\u00e7\u00f5es Graal, 1984.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">NIETZSCHE, F. <strong>Ecce homo<\/strong>. Trad. Paulo C\u00e9sar Souza. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1995.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">______. <strong>Genealogia da moral<\/strong><strong>: uma pol\u00eamica<\/strong>. 9. ed. Trad. Paulo C\u00e9sar de Souza. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2006.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">PHELAN, P. <strong>Unmarked: the politics of performance<\/strong>. London-New York: Routledge, 1993.<\/span><\/p>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Este texto de Andr\u00e9 Bezerra e Chrystine Silva foi publicado em: eRevista Performatus (Inhumas, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":56,"menu_order":1007,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1191","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1191","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1191"}],"version-history":[{"count":6,"href":"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1191\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6299,"href":"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1191\/revisions\/6299"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/56"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1191"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}