Paulo Aureliano da Mata

Capítulo dois: Série “Cem Anos de Solidão”

 

Paulo Aureliano da Mata (Cia. Excessos), Úrsula Iguarán, do Capítulo dois: Série Cem Anos de Solidão, do Livro da Mata, Elsinore, Dinamarca, 2009. Fotografia, 30 x 20 cm. Edição: 3 + 2 P.A.

 

Eu Paulo da Mata me transformei em Eu Paulo Aureliano da Mata ao ler o livro Cem Anos de Solidão, em 2009. A partir de então, com 22 anos, começo a fundir, em uma série fotográfica aberta, os personagens desse livro com os da minha vida. Se tudo correr como eu quero, penso em terminar essa série com 122 anos.

 

-> A cor social desse capítulo é dark cyan – lime green (em hexadecimal #008040; ou em RGB: vermelho 0, verde 128, azul 64).

 

HISTÓRICO

[2012] Dzień Światła 2012. Organização e curadoria de Maciej Stawiński. Galeria Otwarta, Wrocław, Polônia.

 

Paulo Aureliano da Mata (Cia. Excessos), do Capítulo dois: Série Cem Anos de Solidão, do Livro da Mata, Inhumas, GO, Brasil, 2012. Polaroid, 10,7 x 8,8 cm. Edição: 1

 

Paulo Aureliano da Mata (Cia. Excessos), do Capítulo dois: Série Cem Anos de Solidão, do Livro da Mata, Inhumas, GO, Brasil, 2011. Polaroides, 10,7 x 8,8 cm cada. Edição: 1

 

Paulo Aureliano da Mata (Cia. Excessos), do Capítulo dois: Série Cem Anos de Solidão, do Livro da Mata, Inhumas, GO, Brasil, 2011. Fotografia, 30 x 20 cm. Edição: 3 + 2 P.A.

 

Paulo Aureliano da Mata (Cia. Excessos), A Ascensão de Remédios, a Bela (Políptico), do Capítulo dois: Série Cem Anos de Solidão, do Livro da Mata, Lisboa, Portugal, 2010. Fotografia, 30 x 20 cm cada. Edição: 3 + 2 P.A. cada

 

A Ascensão de Remédios, a Bela (2010), de Paulo Aureliano da Mata (Cia. Excessos) na exposição Dzień Światła 2012, com curadoria de Maciej Stawiński. Galeria Otwarta, Wrocław, Polônia, 2012

 

Texto elaborado por Maciej Stawiński na ocasião da exposição Dzień Światła 2012 realizada na Galeria Otwarta em Wrocław, Polônia.

Gabriel García Márquez confessou certa vez que “o meu principal problema está relacionado com a destruição da linha de demarcação que separa o que parece real do que é fantástico”. O título da série fotográfica do artista brasileiro Paulo Aureliano da Mata, referindo-se à famosa novela de Márquez, nos dá as ferramentas necessárias para decifrarmos o conjunto narrativo. Baseando-se no realismo mágico, o artista, usando a imaginação criativa e meios artísticos, evoca imagens que transformam lugares e costumes normais em mitos, sem perder a sua probabilidade. Como resultado de um ato mágico alegórico de uma visão artística, a transição ocorre por meio da objetiva realidade existente. O mundo real se torna “real” ao se referir ao arquétipo literário e à imaginação. Nesse sentido, nos apresenta todas as suas dimensões, descobre partes que não podem ser vistas em funcionamento normal. O artista pretende encontrar uma forma correta de apresentação, usando o contraste completo, descrevendo, por intermédio da luz, o poder de forças sobrenaturais. Remédios, a Bela, apenas paira sobre a Terra, onde nos deixa uma imagem congelada da dinâmica do movimento e da aura emocional de admiração. Vistas de Lisboa – lugar de realização do projeto – transportam os traços de idealização e aquele tipo de tensão que produz estado de suspensão entre documento e ficção.