Romance Violentado (2010-11)

 

Estudo para a fonte Romance Violentado (2010), de Paulo da Mata e Miguel Ambrizzi, 17,5 x 12,1 cm

 

A prótese não é essência. É trânsito. É efeito múltiplo e não origem única.

Não existe mais do que em um contexto concreto: o do enxerto.

Paul B. Preciado em Manifesto Contrassexual, página 207

 

A experiência artística Romance Violentado (2010-11) partiu da tentativa de (re)escrever a narrativa de uma tatuagem, a qual foi ultrapassada pela sua condição de um simples enfeite de pigmentação à qualidade de “prótese sentimental” dotada aparentemente de consciência, que, por fim, recebe o estatuto de um objeto ao ser arrancada-retirada-removida-expelida do corpo.

Informalmente (re)conto essa história da seguinte maneira: “O nosso combinado era cada um tatuar o nome do outro no mesmo dia e no mesmo horário. Tatuei o nome dele no lado esquerdo frontal da minha cintura. Quando cheguei em casa, fui procurá-lo no MSN. [Você sabia que essa interface foi um dos mensageiros mais famosos do mundo lançado pela Microsoft em 1999?] Como ele não estava on-line e vi que uma amiga em comum, mais dele do que minha, estava, perguntei a ela por onde ele andava e ela me respondeu que ele estava na casa do namorado dele comemorando um ano de relacionamento. A minha reação foi a de arrancar [com dor] a fresca tatuagem que carregava o nome dele com uma caneta Bic, que estava próxima do computador, e, mais tarde, terminar [sem dor] essa retirada da pele tatuada no dermatologista”.

 

Paulo da Mata, Romance Violentado (Tríptico). Body art realizada no Porto, Portugal. Janeiro de 2011. Fotografias de Daniel Polari, 60 x 40 cm cada. Edição: 5 + 2 P.A. cada

 

HISTÓRICO

[2018] Exposição coletiva Enredos para um Corpo. Curadoria de Raphael Fonseca. Centro Cultural da Justiça Federal, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 

[2016] Sob (Ul)Trajes e Gozos. Curadoria de Suianni Macedo. Museu Júlio Dinis – Uma Casa Ovarense, Ovar, Portugal.

[2016] Brasil: Ficciones. Curadoria de Laurem Crossetti. Espacio Tangente, Burgos, Espanha. 

[2016] Em Estado de Guerra. Organização e curadoria de Cia. Excessos (Paulo da Mata e Tales Frey). Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra, Portugal.

[2015] XVIII Bienal Internacional de Arte de Cerveira: Olhar o Passado para Construir o Futuro. Vila Nova de Cerveira, Portugal.

[2015] TRANS[acto]#01/2015. Concepção de Isabel Maria Dos. Coimbra, Portugal.

[2015] Rapid Pulse International Performance Art Festival 2015: Video Series. Defibrillator Performance Art Gallery, Chicago, Estados Unidos.

[2015] (Tra)vestir um Fa(c)to. Curadoria de José Maia. Textos de André Masseno e Julia Pelison. Espaço MIRA, Porto, Portugal.

[2015] Amor Marginal. Curadoria de Susana Rodrigues e Ana D’Almeida. Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, Guimarães, Portugal.

[2015] Brasil: Ficções. Curadoria de Laurem Crossetti. Armazém do Chá, Porto, Portugal.

[2015] Beija-me. Organização e curadoria de Cia. Excessos (Paulo da Mata e Tales Frey). SESC Ribeirão Preto, SP, Brasil.

[2014] Orexia, de Tales Frey. Barracão Maravilha, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

[2014] Moda e Religiosidade em Registros Corporais. Organização e curadoria de Tales Frey. SESC Rio Preto, São José do Rio Preto, SP, Brasil.

[2014] Corpo (I)materializado. Curadoria de Paulo da Mata e Tales Frey. Mostra Performatus #1, Central Galeria de Arte, São Paulo, SP, Brasil.

[2013] Moda e Religiosidade em Registros Corporais. Organização e curadoria de Tales Frey. SESC Campinas, SP, Brasil.

[2013] Moda e Religiosidade em Registos Corporais. Organização e curadoria de Tales Frey. Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, Guimarães, Portugal.

 

Paulo da Mata, Romance Violentado, 2011. Vídeo, 4’30’’. Edição: 5 + 2 P.A.

 

Paulo da Mata, Romance Violentado. Body art realizada no Porto, Portugal. Janeiro de 2011. Fotografia de Daniel Polari, 60 x 40 cm cada. Edição: 5 + 2 P.A.