{"id":9442,"date":"2023-12-23T22:06:49","date_gmt":"2023-12-24T01:06:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/?page_id=9442"},"modified":"2023-12-23T23:09:53","modified_gmt":"2023-12-24T02:09:53","slug":"eu-como-voce","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ciaexcessos.com.br\/en\/tales-frey\/exposicoes-cia-excessos\/eu-como-voce\/","title":{"rendered":"(PT) Eu como Voc\u00ea (2023)"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-9447 size-full\" src=\"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/hilda-de-paulo-eu-como-voce-scaled.jpeg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"971\" srcset=\"https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/hilda-de-paulo-eu-como-voce-scaled.jpeg 2560w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/hilda-de-paulo-eu-como-voce-300x114.jpeg 300w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/hilda-de-paulo-eu-como-voce-1024x388.jpeg 1024w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/hilda-de-paulo-eu-como-voce-768x291.jpeg 768w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/hilda-de-paulo-eu-como-voce-1536x582.jpeg 1536w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/hilda-de-paulo-eu-como-voce-2048x777.jpeg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O espa\u00e7o entre o-eu-e-o-outro \u00e9 impreench\u00edvel. Mesmo dois corpos muito juntos guardam consigo um buraco, uma nesga ou uma fresta de ar por onde se sopram palavras cuja transpar\u00eancia n\u00e3o pode se realizar. Ao que parece, \u00e9 preciso um pouco de vazio para produzir sentido; um pouco de impossibilidade para mobilizar o desejo. Nessa lacuna, \u00e9 a linguagem que goza de um prof\u00edcuo campo de cria\u00e7\u00e3o, tran\u00e7ando alian\u00e7as entre realidade e fantasia, poss\u00edvel e imposs\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Tales Frey e Hilda de Paulo, artistas brasileiros baseados em Portugal, produzem juntos (e separados) desde 2006. Em contraste um com o outro, seus trabalhos se dedicam a perscrutar os limites entre dois corpos, duas imagens, dois objetos, para quem sabe produzir um terceiro \u2013 uma outra coisa. Como numa dan\u00e7a cont\u00ednua de improvisa\u00e7\u00e3o, o casal ora se mistura, ora se separa, oscilando entre a fronteira e a nubla\u00e7\u00e3o. Eu <em>como<\/em> voc\u00ea: eu \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a. Eu <em>como<\/em> voc\u00ea: eu te consumo e assimilo em mim esse outro que voc\u00ea \u00e9, \u00e0 nossa imagem e diferen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Nessa exposi\u00e7\u00e3o, tais investiga\u00e7\u00f5es do jogo identidade-alteridade s\u00e3o o fio condutor que avizinha obras recentes de ambos. Ao transitar pelos mais diversos formatos, suas produ\u00e7\u00f5es dialogam com interesses de m\u00faltiplos campos, como as artes visuais, as artes c\u00eanicas e as artes perform\u00e1ticas, configurando-se como exemplo de pr\u00e1tica que habita as bordas e explora a pot\u00eancia daquilo que \u00e9 lim\u00edtrofe e adjacente. Tales Frey \u00e9 conhecido por trabalhar com procedimentos que profanam a unidade do corpo atrav\u00e9s de espelhamentos, duplica\u00e7\u00f5es e multiplica\u00e7\u00f5es, transformando-o num dispositivo estranho e menos reconhec\u00edvel, submetido a uma esp\u00e9cie de metamorfose tempor\u00e1ria e fantasiosamente menos pautado por estigmas, padr\u00f5es sociais e expectativas preestabelecidas. Seus \u201cindumentos\u201d nublam os limites onde come\u00e7a um corpo e acaba o outro, dedicados a explorar a materialidade social do espa\u00e7o circundante e refletir um senso \u00e9tico que busca exercitar formas de subjetiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Em casos como <em>Triunfo<\/em> (2019), composto por um par de luvas para quatro m\u00e3os, ora os performers parecem responder a gestos coreografados de plena harmonia e integra\u00e7\u00e3o, como se um fosse o efeito espelhado do outro, ora se evidencia um senso de disputa e desarranjo mais claro, uma vez que os movimentos de um indiv\u00edduo t\u00eam efeitos diretos sobre os movimentos do outro. Al\u00e9m disso, a funcionalidade original do objeto \u00e9 deslocada. A luva de boxe, usada para melhor refletir a plenitude de um golpe, aqui proporciona um estranho encontro \u00edntimo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 significativo notar, no entanto, que os corpos humanos que s\u00e3o mat\u00e9ria-prima e ferramenta do artista ostentam c\u00f3digos visuais que v\u00e3o na contram\u00e3o da reivindica\u00e7\u00e3o de um eu espec\u00edfico e \u00fanico. Suas vestimentas ambicionam neutralidade, al\u00e9m de haver pouco ou nenhum acess\u00f3rio, como se o artista estivesse interessado numa esp\u00e9cie de anonimidade. Tales n\u00e3o se refere a este ou aquele sujeito, mas ao Eu e ao Outro como categorias ontol\u00f3gicas, apesar de presentificadas por diferentes corpos \u2013 inclusive o seu pr\u00f3prio \u2013 e em di\u00e1logo com for\u00e7as do campo social (\u00e9 constante, por exemplo, a presen\u00e7a estranhada de signos convencionais como o vestido de noiva, o salto alto, o tule e outras vestimentas consideradas \u201ccoisas de mulher\u201d, ou o terno e o sapato social, considerados \u201ccoisas de homem\u201d). N\u00e3o \u00e9 raro, ainda, que suas performances deflagrem n\u00e3o o triunfo da a\u00e7\u00e3o ou a virtuose do movimento, mas justo o conflito e a colis\u00e3o, a hesita\u00e7\u00e3o do gesto e algum resto de fracasso e exaust\u00e3o, levando a crer que h\u00e1 algo nessa \u201ccoletividade\u201d que n\u00e3o necessariamente coincide com a fantasia democr\u00e1tica, acenando ao amb\u00edguo buraco de que falamos no in\u00edcio deste texto.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">J\u00e1 no caso de Hilda de Paulo, tais quest\u00f5es aproximam-se mais das chamadas \u201cescritas de si\u201d, cujo cerne \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o da autoficcionaliza\u00e7\u00e3o, da fabula\u00e7\u00e3o das identidades e da aproxima\u00e7\u00e3o entre o \u00edntimo e o p\u00fablico. Em sua obra, com mais ou menos \u00eanfase, vemos a presen\u00e7a da primeira pessoa, em que se identificam aspectos de discurso autobiogr\u00e1fico. N\u00e3o se trata, por\u00e9m, de performar a autofic\u00e7\u00e3o para estabelecer uma identidade fixa e un\u00edvoca, ao contr\u00e1rio, o gesto se aproxima mais do reconhecimento de uma outra \u2013 a estrangeira, a estranha \u2013 no seio de si mesma. Enquanto mulher travesti, interessa \u00e0 artista tensionar a suposta naturalidade do contrato sexo\/g\u00eanero\/desejo e seus marcadores ideol\u00f3gicos, reconhecendo o corpo como campo de batalha e laborat\u00f3rio de experimenta\u00e7\u00e3o; dispositivo em disputa sobre o qual o poder pol\u00edtico se exerce e se imp\u00f5e. Sua s\u00e9rie de <em>Eus<\/em>, sempre dedicada a figuras de import\u00e2ncia afetiva para a artista, \u00e9 constitu\u00edda de objetos\u2011pintura de espessura mat\u00e9rica, car\u00e1ter h\u00edbrido e motiva\u00e7\u00e3o algo liter\u00e1ria, por vezes aproximando fragmentos do corpo humano a elementos vegetais e animais. Tais exerc\u00edcios de express\u00e3o subjetiva n\u00e3o se limitam, no entanto, a uma mera exterioriza\u00e7\u00e3o da intimidade. Para Hilda, interessa situar as f\u00e1bulas do \u201ceu\u201d em pressupostos intelectuais, ao reconhecer que \u00e0s trans*epistemologias n\u00e3o interessa a fantasia separatista de uma Hist\u00f3ria da Arte dedicada a delimitar fronteiras entre o que \u00e9 biogr\u00e1fico (aspecto em geral desvalorizado, considerado demasiado solipsista ou mera \u201ccoisa de bastidores\u201d) e o que \u00e9 p\u00fablico (aspecto sobrevalorizado, mas cujo ideal sempre esteve sujeito a exclus\u00f5es baseadas em g\u00eanero, ra\u00e7a\/etnia e classe).<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Da\u00ed somos levados a inferir que \u00e9 justo no campo da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, no terreno do exerc\u00edcio pl\u00e1stico da linguagem, que ser\u00e1 poss\u00edvel contestar e estrangular os clich\u00eas produzidos pelas normas da cultura cotidiana, em busca, quem sabe, de uma outra vitalidade, embora nunca plenamente realiz\u00e1vel\/realizada. Quando a artista \u00e9 a um s\u00f3 tempo o sujeito que fabula e o objeto de sua fabula\u00e7\u00e3o, o que lhe interessa \u00e9 afastar-se das imagens produzidas pelos que veem no seu corpo n\u00e3o um \u201ceu\u201d dotado de subjetividade singular, mas um recept\u00e1culo de bord\u00f5es e estere\u00f3tipos, obstru\u00eddo por uma mir\u00edade de gestos predicativos. E, apesar do car\u00e1ter supostamente individual desse exerc\u00edcio, o que suas respostas alimentam \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um novo imagin\u00e1rio coletivo (evidente que o \u201cnovo\u201d aqui, no que tange \u00e0s identidades, \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m amplamente disputada pela l\u00f3gica neoliberal, para quem a repagina\u00e7\u00e3o est\u00e9tica \u00e9 apenas o verniz que permite que os privil\u00e9gios continuem sempre muito velhos, o que lega ao campo da arte o desafio, hoje, de reposicionar com radicalidade o jogo entre representa\u00e7\u00e3o e infraestrutura). Talvez por isso Hilda multiplique seus <em>Eus<\/em>: transportados para fora de si, eles denotam uma esp\u00e9cie de multid\u00e3o. Sua repeti\u00e7\u00e3o deseja produzir diferen\u00e7a. Talvez por isso Tales tamb\u00e9m despersonalize seus corpos: destitu\u00eddos do fetiche da supraindividualidade, eles se autorizam a novas semantiza\u00e7\u00f5es. Sua repeti\u00e7\u00e3o deseja produzir diferen\u00e7a. Trata-se de formas distintas de derivar de si mesmo e, em paralelo, aproximar-se um pouco mais do outro, rondando a tal lacuna impreench\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Para as duas produ\u00e7\u00f5es, importa constatar que toda identidade \u00e9 constru\u00edda em contraste com uma alteridade, um outro de quem nos diferenciamos. S\u00f3 somos algo em rela\u00e7\u00e3o a um referente, o que significa que somos muitos, na medida em que mudam os nossos contextos. A estrutura de um corpo \u00e9 a composi\u00e7\u00e3o da sua rela\u00e7\u00e3o; e a possibilidade de reconhecer a identidade como uma dan\u00e7a das cadeiras nos habilita a perseguir uma subjetividade menos subordinada \u00e0s coer\u00e7\u00f5es sociais. <em>Eu como voc\u00ea<\/em> reivindica o sujeito como constru\u00e7\u00e3o ficcional para compreend\u00ea-lo tamb\u00e9m (e necessariamente) como objeto. \u00c9 nessa dupla condi\u00e7\u00e3o que poderemos exercitar a n\u00f3s mesmos como plataformas singulares, migrantes e transit\u00f3rias \u2013 formas abertas, como a pr\u00f3pria mat\u00e9ria da vida<\/span>.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: right;\"><span style=\"color: #000000;\">Pollyana Quintella<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: right;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>curadora<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">OBRAS<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-8937 size-full\" src=\"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/mapa-eu-como-voce.png\" alt=\"\" width=\"816\" height=\"575\" srcset=\"https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/mapa-eu-como-voce.png 816w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/mapa-eu-como-voce-300x211.png 300w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/mapa-eu-como-voce-768x541.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px\" \/><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>1)<\/strong> Hilda de Paulo, <strong>Pequeno Manual Antitransfobia (Depois do texto \u201cN\u00f3s, mulheres, n\u00e3o somos apenas \u2018pessoas que menstruam\u2019\u201d, de Djamila Ribeiro)<\/strong>, 2023. Ilustra\u00e7\u00e3o digital;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>2)<\/strong> Hilda de Paulo, <strong>PESSOAS CIS N\u00c3O ESPERAM DE PESSOAS TRANS E TRAVESTIS A INTELECTUALIDADE (Depois de Carla Akotirene)<\/strong>, 2023. Interven\u00e7\u00e3o em parede;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>3)<\/strong> Hilda de Paulo, <strong>QUEM LUCRA COM AS VIDAS TRANS*? (Depois da capa de Ana Jotta do livro \u201cAs Malditas\u201d de Camila Sosa Villada)<\/strong>, 2022. Ilustra\u00e7\u00e3o digital;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>4)<\/strong> Hilda de Paulo, <strong>Hilda de Paulo (Depois de VALIE EXPORT)<\/strong>, 2021. Fotografia;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>5)<\/strong> Hilda de Paulo, <strong>Poema \u201cSaberes Transcestrais\u201d<\/strong>, 2022. Interven\u00e7\u00e3o em parede;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>6)<\/strong> Tales Frey, <strong>P\u00e9 45 sem Par \u2013 manipula\u00e7\u00e3o I e II<\/strong>, 2021. V\u00eddeo;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>7)<\/strong> Tales Frey, <strong>Triunfo<\/strong>, 2019. Objeto performativo;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>8)<\/strong> Tales Frey, <strong>Dupla Penetra\u00e7\u00e3o<\/strong>, 2020. Caixas de luz;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>9)<\/strong> Tales Frey, <strong>Suruba #3<\/strong>, 2022. Nanquim sobre papel;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>10)<\/strong> Hilda de Paulo, <strong>Fl\u00f4<\/strong>, 2019. Objeto-pintura;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>11)<\/strong> Hilda de Paulo, <strong>Para sempre juntas e com sorte de termos uma \u00e0 outra<\/strong>, 2020. Objeto-pintura;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>12)<\/strong> Hilda de Paulo, <strong>Monumento \u00e0s Nossas Corpas<\/strong>, 2020. Objeto-pintura;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>13)<\/strong> Hilda de Paulo, <strong>Bixa-Travesty<\/strong>, 2020. Objeto-pintura;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>14)<\/strong> Hilda de Paulo, <strong>Peitinhos<\/strong>, 2020. Objeto-pintura;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>15)<\/strong> Hilda de Paulo, <strong>Erva Venenosa Homo|Trans|Nacionalista<\/strong>, 2023. Objeto-pintura.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Programa Paralelo da Exposi\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Eu como Voc\u00ea<\/em><\/span><\/h4>\n<p><span style=\"color: #000000;\">15 de fevereiro de 2023, \u00e0s 21h<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Minidocument\u00e1rio <strong>Memento Mori<\/strong> + conversa com Tales Frey, em torno de 60 minutos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">25 de mar\u00e7o de 2023, \u00e0s 18h<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Visita orientada com Hilda de Paulo e Tales Frey, em torno de 60 minutos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-9448 size-full\" title=\"Exposi\u00e7\u00e3o &quot;Eu como Voc\u00ea&quot;\u00a0(2023),\u00a0de Hilda de Paulo e Tales Frey. Espa\u00e7o de Interven\u00e7\u00e3o Cultural Maus H\u00e1bitos, Porto, Portugal. Fotografias de Sim\u00e3o Martinez.\" src=\"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/eu-como-voce-tales-frey-hilda-de-paulo-1-scaled.jpeg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1706\" srcset=\"https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/eu-como-voce-tales-frey-hilda-de-paulo-1-scaled.jpeg 2560w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/eu-como-voce-tales-frey-hilda-de-paulo-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/eu-como-voce-tales-frey-hilda-de-paulo-1-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/eu-como-voce-tales-frey-hilda-de-paulo-1-768x512.jpeg 768w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/eu-como-voce-tales-frey-hilda-de-paulo-1-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/eu-como-voce-tales-frey-hilda-de-paulo-1-2048x1365.jpeg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Exposi\u00e7\u00e3o <strong>Eu como Voc\u00ea<\/strong>\u00a0(2023),\u00a0de Hilda de Paulo e Tales Frey. Espa\u00e7o de Interven\u00e7\u00e3o Cultural Maus H\u00e1bitos, Porto, Portugal. Fotografias de Sim\u00e3o Martinez<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><span style=\"color: #000000;\">FICHA T\u00c9CNICA<\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Hilda de Paulo e Tales Frey: <em>Eu como Voc\u00ea<\/em>\u00a0| Espa\u00e7o de Interven\u00e7\u00e3o Cultural Maus H\u00e1bitos, Porto, Portugal |\u00a0Curadoria e Texto: Pollyana Quintela | Mural Caligr\u00e1fico: Giuliane Sampaio\/Cabe Letra Aqui | Programa\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o:\u00a0Saco Azul &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Cultural | Produ\u00e7\u00e3o: Filipe Confraria | Gest\u00e3o de Conte\u00fados Digitais e Comunica\u00e7\u00e3o:\u00a0Lu\u00eds Masquete | Assessoria de Imprensa:\u00a0Lu\u00eds Masquete | Design: Sim\u00e3o Martinez | Montagem:\u00a0Alexandre Sim\u00f5es | Limpeza:\u00a0Manuela Pinto | Organiza\u00e7\u00e3o e Dire\u00e7\u00e3o Art\u00edstica:\u00a0Saco Azul &amp; Maus H\u00e1bitos | 02 de fevereiro a 31 de mar\u00e7o de 2023<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-9449 size-full\" title=\"Exposi\u00e7\u00e3o &quot;Eu como Voc\u00ea&quot;\u00a0(2023),\u00a0de Hilda de Paulo e Tales Frey. Espa\u00e7o de Interven\u00e7\u00e3o Cultural Maus H\u00e1bitos, Porto, Portugal. Fotografias de Carlos Campos.\" src=\"http:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/eu-como-voce-tales-frey-hilda-de-paulo-2-scaled.jpeg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"2385\" srcset=\"https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/eu-como-voce-tales-frey-hilda-de-paulo-2-scaled.jpeg 2560w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/eu-como-voce-tales-frey-hilda-de-paulo-2-300x280.jpeg 300w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/eu-como-voce-tales-frey-hilda-de-paulo-2-1024x954.jpeg 1024w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/eu-como-voce-tales-frey-hilda-de-paulo-2-768x716.jpeg 768w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/eu-como-voce-tales-frey-hilda-de-paulo-2-1536x1431.jpeg 1536w, https:\/\/ciaexcessos.com.br\/ciawp\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/eu-como-voce-tales-frey-hilda-de-paulo-2-2048x1908.jpeg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Exposi\u00e7\u00e3o <strong>Eu como Voc\u00ea<\/strong>\u00a0(2023),\u00a0de Hilda de Paulo e Tales Frey. 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