Chuva de Like (2019-20)

 

Chuva de Like (2019) ironiza a doentia atualidade aprisionada na hipervalorização da autoimagem e no desejo obsessivo pela aquisição de likes a todo custo nas redes sociais. Ao mesmo tempo em que a série dialoga com este período em que muitos pagam para aparentarem populares na internet, colocada à venda por preço popular, uma mesma inverdade (o like não adquirido espontaneamente) é proliferada como as fake news que circulam no nosso dia a dia nas telas dos nossos novos aparatos tecnológicos.

 

Paulo Aureliano da Mata, Chuva de Like, 2019. Instalação, 180 (altura) x 60 (comprimento da região circular) cm

 

A dinâmica da obra Chuva de Like consiste em quem compra mais likes. São colocados 500 likes (ímãs) à venda. O preçário é: 1 ímã =  1 euro; 3 ímãs = 2 euros; e 7 ímãs = 5 euros. Há uma urna na estrutura da obra para a/o visitante colocar o dinheiro. Não é necessário ter alguém para vigiar a compra de likes. O importante é a confiança criada ou não entre a obra e a/o visitante. O post (obra) encerra-se quando todos os likes são comprados, restando apenas uma grade vazia.

 

HISTÓRICO

[2019] Exposição Tão Só o Fim do Mundo. Texto de Camila Alexandrini. Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, Guimarães, Portugal.