Tales Frey

Biografia

 

TALES FREY (Catanduva-SP, 1982) vive e trabalha entre o Brasil e Portugal. Artista transdisciplinar, realiza obras amparadas tanto pelas artes visuais como cênicas. Atualmente, integra o programa de pós-doutorado do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho, instituição para a qual foi convidado para integrar como Investigador Sênior no Grupo de Investigação em Estudos Performativos (GIEP). É representado pela Galeria Verve de São Paulo.

Em 2016, concluiu um doutorado em Estudos Teatrais e Performativos pela Universidade de Coimbra, onde desenvolveu a tese-projeto Performance e Ritualização: Moda e Religiosidade em Registos Corporais. Fez Mestrado em Estudos Artísticos com especialização em Teoria e Crítica da Arte pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e uma especialização em Práticas Artísticas Contemporâneas pela mesma instituição. Tem graduação em Artes Cênicas com habilitação em Direção Teatral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, instituição onde manteve vínculo para cursar Indumentária pela Escola de Belas Artes.

Alguns de seus trabalhos integram permanentemente acervos públicos e privados, dentre eles, o do Museu Serralves e o do Museu Bienal de Cerveira em Portugal; o do MUNTREF – Museos de la Universidad Nacional de Tres de Febrero em Buenos Aires, Argentina; o da Pinacoteca João Nasser, o do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói), MAM RJ – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) no Brasil.

Recebeu o Prêmio Aquisição Câmara de Vila Nova de Cerveira na XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira em 2017, Menção Honrosa na II Bienal Internacional de Arte Gaia em 2017, prêmio de Artista Revelação no Salão Contemporâneo do 18º Salão de Artes Plásticas de Catanduva em 2014 e prêmio de melhor figurinista no Aldeia FIT 2006 em São José do Rio Preto. Recebeu alguns apoios à internacionalização artística, sendo um em dança e performance pela Fundação Calouste Gulbenkian (2018), outro pela Câmara Municipal do Porto por meio do programa Shuttle (2019) e outro pela Fundação GDA (2019).

Ao vivo, dentre os principais lugares, apresentou-se nos seguintes contextos: BienalSur em Buenos Aires na Argentina; A! Performance Festival no Akureyri Art Museum em Akyreyri na Islândia; The Performance Arcade em Wellington na Nova Zelândia; Musée des Abattoirs em Toulouse, França; Porto Design Biennale, Porto, Portugal; Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto; Performance Platform Lublin na Galeria Labirynt em Lublin na Polônia; III Bienal de Performance HORASperdidas, Monterrey, México; Rapid Pulse International Performance Art Festival na Defibrillator Gallery em Chicago; Athens Museum Of Queer Arts (AMOQA) em Atenas; ATMO em Berlim; em diversas unidades do SESC São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Tocantins; Teatro Municipal Rivoli na cidade do Porto; Casa França-Brasil no Rio de Janeiro; Espaço DARC – Documentation Action Research Collective em Londres; Fundação Theatro Municipal de São Paulo – Praça das Artes; Teatro Académico de Gil Vicente em Coimbra; Circo Voador no Rio de Janeiro; entre outros.

Em 2020, tem exposições individuais previstas para os seguintes espaços: CCSP – Centro Cultural São Paulo; MAG – Museu de Arte de Goiânia; Galeria Verve em São Paulo; Galeria Escada – Centro Cultural UFSJ; Galeria Sput&NIK no Porto, Portugal; e Galeria de Arte da FURG, Rio Grande-RS, Brasil.

Individualmente e junto da Cia. Excessos, destacam-se: Em Posições de Dança no Centro Municipal de Arte Helio Oiticica no Rio de Janeiro sob a curadoria de Daniela Labra; Metáforas Funcionais para Corpos no Espaço na Galeria Monumental em Lisboa; Cinco Táticas de Ativação no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA), Guimarães, Portugal; Enredos para um Corpo no Centro Cultural da Justiça Federal no Rio de Janeiro sob curadoria de Raphael Fonseca; To be Privy na Corner Window Gallery em Auckland na Nova Zelândia com curadoria de Rob Garrett; Sob (Ul)trajes e Gozos no Museu Júlio Dinis – Uma Casa Ovarense em Portugal; (Tra)vestir um Fa(c)to no Espaço MIRA na cidade do Porto.

Dentre as exposições coletivas, festivais e demais eventos que participou, destacam-se: em 2019, La Videoperformance Internazionale no MACRO – Museo d’Arte Contemporanea di Roma; BienalSur em Buenos Aires, Argentina; Melhor ser Filho da Outra no Arte Londrina 7 sob curadoria de Clarissa Diniz e Danillo Villa; Zabih Performance Festival em Lviv na Ucrânia; The Performance Arcade – Video Series no TSB Bank Wallace Arts Centre em Auckland, Nova Zelândia; Sattelite Art Show em Nova York; Festival Internacional de Videoarte de Camagüey – FIVAC em Cuba; em 2018, XX Bienal Internacional de Cerveira; em 2016, tpa Exchange na Galleria Moitre em Turim; em 2013, Kuala Lumpur 7th Triennial – Barricade na Malásia; em 2012, FILMIDEO no Index Art Center em Newark, New Jersey, EUA; The Biennial 6th Bangkok Experimental Film Festival (BEFF6); em 2011, The Kitchen em Nova York no lançamento do Emergency Index Vol. 1; entre outros.

Realizou as seguintes curadorias: Aparelho (2019), Kill the President (2019) e Adorno Político (2018), todas no Espaço de Intervenção Cultural Maus Hábitos na cidade do Porto. Com Paulo Aureliano da Mata, assinou as seguintes curadorias: As Pinturas Fílmicas de Carolee Schneemann no Queer Porto IV – Festival Internacional de Cinema Queer na cidade do Porto; Mostra Performatus #2 no SESC Santos em 2017; Mostra Performatus #1 na Central Galeria de Arte em São Paulo em 2014; ÁguaAr de Suzana Queiroga no CAAA em Guimarães em 2015, entre outras.

É docente convidado para lecionar a disciplina prática Laboratório 6 no curso de Licenciatura em Teatro da Universidade do Minho em Portugal. Lecionou no módulo Expressão Corporal no curso técnico de Arte Dramática no SENAC Catanduva, São Paulo; ministrou cursos em diversas unidades do SESC São Paulo e curso pontual na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e outras instituições.

Fez residência artística na Galeria Zsenne Art Lab em Bruxelas, Bélgica, em 2018 e 2019; MIRA Artes Performativas no Porto, Portugal, em 2017; Fjúk Arts Centre em Húsavík na Islândia em 2015/2016 e NEC – Núcleo de Experimentação Coreográfica no Mosteiro de São Bento da Vitória na cidade do Porto, Portugal, em 2013.

É membro fundador da revista eletrônica Performatus e da Cia. Excessos. Autor do livro Discursos críticos através da poética visual de Márcia X. e organizador, com Paulo Aureliano da Mata, da publicação Evocações da Arte Performática (2010-2013) e do livro Quinze Anos de Minha Vida, de Loïe Fuller, entre outros.

 

-> Download Currículo e Portfólio do Artista (ambos em PDF para download)