Tales Frey

Finitas Contagens para Infinitas Variações (2017)

 

Tales Frey, Finitas Contagens para Infinitas Variações, 2017. Fotografias, 6 x 9 cm cada. Edição: 7 + 2 P.A.

 

Finitas Contagens para Infinitas Variações é uma performance duracional fundamentada na noção de que a identidade não pode ser apresentada como uma unidade fixa; ela está em constante construção, multiplicando-se sempre em identidades movediças, com as quais nos identificamos apenas temporariamente.

A ação tem como referência o trabalho “Pose Work for Plinths” (1971) de Bruce McLean e culmina numa criação que relaciona a performance com a escultura, com a dança contemporânea e com o estilo musical noise. No espaço, vemos 3 plintos – sobre os quais o performer executa poses incessantemente –, um microfone, um pedal (looper) e um amplificador de som. Além das variadas poses, o performer realiza uma contagem em ordem crescente, com a sua voz ampliada, para cada uma das posturas ali erigidas, evitando repetições de composições corpóreas, variando timbres de vozes e impulsos nos seus trejeitos. Influencia e sofre influência dos estímulos instaurados externa e internamente. O looper é acionado logo no início da contagem, registrando gradativamente o emaranhado de números que se somam e que gradualmente tornam-se ruídos.

 

FICHA TÉCNICA

Performance de Tales Frey | Realização: Cia. Excessos | Duração: 60 min.

 

Tales Frey, Finitas Contagens para Infinitas Variações, 2017. Vídeo, 3’40’’

 

HISTÓRICO

[2018] Limiar. SESC Bauru, Bauru, SP, Brasil.

[2017] Olhar Singular: Um Convite para Novas Perspectivas. Pinacoteca João Nasser, Catanduva, SP, Brasil.

[2017] SESC Registro. Registro, SP, Brasil.

[2017] Atmo #3. Curadoria de Rodrigo Garcia e Rosa Grün. Berlim, Alemanha.

[2017] Maus Hábitos – Espaço de Intervenção Cultural, Porto, Portugal.

[2017] Projeto T3, Café-Concerto ESMAE, Porto, Portugal.