Tales Frey

Tapete Vermelho (2019)

 

Tales Frey, Tapete Vermelho, 2019. Objeto performativo, 5 x 0,6 m

 

Tapete Vermelho consiste em um único indumento para ser usado por duas pessoas ao mesmo tempo, impondo a condição escultórica aos que partilham o tempo de três horas num mesmo espaço expositivo, onde a comunhão dos corpos alude ao convívio entre existências diversas, igualando singularidades em importância por meio da ênfase das suas diferenças. Composições corpóreas são alteradas em movimentos extremamente lentos (por vezes quase estáticos) e, deste modo, surge uma qualidade de dança à obra.

Dizer que alguém tem os “pés-no-chão” significa dizer que tal alguém é realista, é convicto, é racional e, ao propor um impedimento do contato dos pés no chão de quem ativa o trabalho, ele traz o aspecto fantasioso, sonhador, irreal de que quem ocupa o traje, cujo nome faz menção ao tapete do Óscar e toda a noção glamourosa deste universo, onde há uma subversão na apresentação de duas figuras elegantes convertidas em um único tapete, o qual pode inclusive ser pisado pela audiência, que tem uma participação performativa extremamente simbólica no que diz respeito às classes sociais de uma sociedade.

 

Esta obra foi concebida durante uma residência artística realizada no espaço Zsenne Art Lab em Bruxelas/Bélgica durante o mês de setembro de 2019.

 

HISTÓRICO

AO VIVO

[2019] BIG GAY HEART (please don’t break my big gay heart). Curadoria de José Maia e João Terras. Espaço MIRA, Porto, Portugal.

[2019] Exposição Red Compositions. Zsenne Art Lab, Bruxelas, Bélgica.

 

SOB O FORMATO DE VÍDEO E/OU OBJETO

[2020] Estandarte Vermelho. Sput&Nik the Window, Porto, Portugal.

[2019] Exposição Red Compositions. Zsenne Art Lab, Bruxelas, Bélgica.

 

Tales Frey, Tapete Vermelho, 2019. Vídeo, 3’35”

 

Tales Frey, Tapete Vermelho, 2019. Vídeo, 2’26”