Tales Frey

Il Faut Souffrir pour Être Belle (2018)

 

Tales Frey, Il Faut Souffrir pour Être Belle, 2018. Videoperformance, 2’03’’. Edição: 5 + 2 P.A.

 

Sobre as pontas de dois pregos grandes, apoio os meus calcanhares e equilibro-me sobre tais objetos por um pequeno recorte de tempo, aludindo ao uso do salto alto e a relação da moda e do ideal de beleza à dor. Fatalmente, o mito de Aquiles é incorporado não apenas pelo signo dos calcanhares como pontos frágeis do corpo sujeitado à ação, mas pela apresentação de um corpo dito masculino submetido a um procedimento atribuído ao taxado por feminino numa sociedade que ainda renega o que não é binário e heteronormativo e, assim, o corpo assoalhado – que consiste em um par de pernas – é sublinhado como vulnerável por relacionar pelos corporais com a sugestão de um adorno corporal, embora sejam apenas pregos.

 

HISTÓRICO

Ao vivo:

[2019] Metáforas Funcionais para Corpos no Espaço, Galeria Monumental, Lisboa, Portugal

 

Como vídeo e instalação:

[2019] Em Posições de Dança, curadoria de Daniela Labra, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, Brasil.

[2019]9th Under the Subway Video Art Night, curadoria de Antonio Ortuno, Open Air Art Movie Cinema em Düsseldorf, Alemanha; JCC Harlem em New York City, EUA; El Más Acá Club Cultural Asociation em Buenos Aires, Argentina; Atelier Sanitário no Rio de Janeiro (com a organização de Bruna Costa), Brasil; Convent Carmen em Valência, Espanha; Genalguacil Pueblo Museo em Málaga, Espanha; ArtSpace na Cidade do México.

[2019] Tijuana Performera, Espaço Enclave Caracol, Tijuana, México.

[2019] Metáforas Funcionais para Corpos no Espaço, Galeria Monumental, Lisboa, Portugal

[2019] Cinco Táticas de Ativação. Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, Guimarães, Portugal.

[2018] The Body Never Exists in Itself – First Experimentation, Zsenne Art Laboratory, Bruxelas, Bélgica